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Fui chamado para prestar depoimento: o que fazer?

1. Por que fui chamado para prestar depoimento?

As razões mais comuns são:

• Você pode ter presenciado algo

A polícia ou o Ministério Público precisa ouvir quem estava no local dos fatos.

• Seu nome foi citado por alguém

Pode ser uma referência indireta, o que não significa que você fez algo errado.

• Você é a própria vítima do crime

A vítima costuma ser a primeira a ser ouvida.

• Você é investigado ou suspeito

Esse é o caso que exige mais cautela.

A carta-convite ou intimação não explica tudo — por isso é fundamental checar sua situação jurídica antes de comparecer.

 

2. Sou obrigado a ir? Posso faltar?

Depende da condição em que você foi chamado:

✔ Testemunha

Sim, você é obrigado a ir.
A falta injustificada pode gerar:

  • condução coercitiva,
  • multa,
  • e outras medidas previstas em lei.
✔ Vítima

Também deve comparecer, mas normalmente há mais flexibilidade caso haja motivo justificável.

✔ Investigado

Você não é obrigado a ir.
Mas é altamente recomendado ter orientação jurídica antes de decidir comparecer ou não.

 

3. Posso ficar em silêncio?

Sim.
A Constituição garante que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

Isso significa:

  • Se você é investigado, pode permanecer em silêncio total ou parcial.
  • Se você é testemunha, não pode mentir — mas não precisa se autoincriminar.

Esse é um ponto em que muitos se complicam por falta de orientação.

 

4. Preciso ir acompanhado de advogado?

A lei não exige, mas na prática:

→ Se você é investigado:

Ir sem advogado é extremamente arriscado.
Uma frase mal colocada pode virar indício contra você.

→ Se você é testemunha ou vítima:

Ter um advogado ajuda a:

  • entender o contexto do caso,
  • evitar perguntas indevidas,
  • garantir que seus direitos sejam respeitados.

 

5. O que acontece durante o depoimento?

Você será ouvido por:

  • delegado,
  • escrivão,
  • ou policial designado.

A dinâmica é simples:

  1. confirmam sua identidade;
  2. explicam sua condição (testemunha, vítima ou investigado);
  3. fazem perguntas relacionadas ao fato;
  4. registram tudo no termo de depoimento;
  5. você lê e assina ao final.

Importante:
Se algo estiver errado no documento, você pode pedir correção antes de assinar.

 

6. Quais são meus direitos durante o depoimento?

✔ Ter acompanhamento de advogado
✔ Não ser tratado com agressividade, ameaça ou ironia
✔ Não responder perguntas que o incriminem
✔ Pedir para revisar o documento antes de assinar
✔ Pedir respeito ao sigilo (em certos casos)
✔ Ter idioma ou intérprete, se necessário

Se qualquer abuso ocorrer, é possível relatar posteriormente ao advogado, ao Ministério Público ou ao Judiciário.

 

7. O que “não fazer” ao prestar depoimento

❌ Não tente ser “esperto” ou manipular a história
❌ Não invente versões
❌ Não responda sem entender a pergunta
❌ Não assine nada sem ler
❌ Não vá sozinho se você acha que pode ser acusado

Grande parte dos problemas em investigações nasce de depoimentos mal conduzidos.

 

8. Depois do depoimento, o que acontece?

Depende da sua condição:

  • Testemunha: você apenas contribuiu com informações
  • Vítima: a investigação segue, e você pode ser chamado novamente
  • Investigado: o depoimento é analisado junto com outras provas
    • o caso pode ser arquivado,
    • seguir para inquérito,
    • ou gerar denúncia.

Em qualquer cenário, um advogado pode acompanhar o andamento e manter você informado.

 

Conclusão

Prestar depoimento pode ser simples ou extremamente delicado, dependendo da situação.
O mais importante é não enfrentar esse momento sem orientação.

Se você foi intimado e está inseguro, agir com rapidez evita riscos e equívocos.

Precisa de ajuda para entender sua situação antes de prestar depoimento?
O Dr. Robson pode orientar você pelo WhatsApp.

 

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Dr. Robson Borges

Especialista em Direito Sucessório, Trabalhista e Criminal

Quem é o Dr. Robson Borges?

Concluí o curso de Direito pela Universidade Luterana do Brasil — ULBRA/Palmas-TO.

Inicialmente sonhava com a carreira pública, buscando estabilidade e reconhecimento; porém, durante o estágio na Defensoria Pública do Estado do Tocantins, sob a orientação do Defensor Dr. Danilo Frasseto Michelini, descobri minha verdadeira missão: defender quem não tem voz.

Há sete anos atuo como advogado com escritório sediado em São Félix do Xingu/PA, onde concentro grande parte da minha prática, mas já atuei em comarcas de todas as regiões do país.
O começo trouxe o frio na barriga comum a quem inicia numa profissão competitiva, e as inseguranças foram muitas; com fé, apoio da família e amigos, e perseverança, superei as barreiras iniciais.

Sou reconhecido pela honestidade, transparência e combatividade na busca da justiça em favor de quem me constitui como seu defensor.
Hoje administro um escritório com mais de 200 processos em andamento, muitos na comarca de São Félix do Xingu, e sou especialista em Direito Sucessório — Inventário.

Minha trajetória é guiada por um versículo que resume meu compromisso:

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.” (Mateus 5:6)

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